Solidariedade e Vacinação já!

Estamos vivendo um momento em que este espaço deveria ficar em silêncio diante do tamanho, da profundidade da dor e da desorientação em que vivemos ou sobrevivemos neste momento. Estamos vendo todo dia o aumento das mortes que já passam de 4 mil em 24 horas (dados do dia 6/4/2021). As filas se propagam pelo Brasil. Fila para vagas em hospitais, para conseguir uma cesta básica, para ganhar um prato de comida, por um mísero auxílio emergencial, filas nos cemitérios, enfim, a situação é grave e pode piorar e muito. Ninguém sabe quando vamos iniciar um processo de normalização, ou melhor de estagnação das transmissões e até diminuição dos casos. 

Diante de tudo isso, seguimos na luta pelo fortalecimento das redes de solidariedade, do redirecionamento das políticas públicas para o atendimento emergencial e o apoio a todas as ações de isolamento, distanciamento, higiene e, principalmente, por vacinação mais rápida e abrangente. 

Neste contexto é importante o compromisso de cada uma, cada uma com o outro. Àqueles que já trabalham na área da assistência, a exemplo do pessoal da saúde, que tem colocado suas energias na acolhida, nas orientações, no apoio às ações emergenciais e sempre com um compromisso de vida para além do profissional. O momento é especial, ou mudamos nosso jeito de olhar o outro na perspectiva do cuidado ou sucumbiremos todos. O grande ensinamento desta pandemia é esse: ao cuidar de mim estou cuidando do outro! 

Os voluntários são pessoas sensíveis, livres, comprometidas, que saem de si para ajudar o próximo. Já eram importantes num contexto em que vivíamos antes da pandemia. Com essa nova realidade ganham mais importância. Colocam sua vida em risco para cuidar de outros que correm mais riscos ainda. Lições que podem permanecer em tempo pós-pandemia.  

As periferias, sempre esquecidas pelo poder público, se organizam para buscar a sobrevivência. E, mais uma vez, graças a pessoas e grupos comprometidos com a vida, com a proposta de outra sociedade mais justa e solidária, encontram um alento numa cesta básica, num apoio financeiro, numa ajuda a encontrar caminhos.

O remédio para esta pandemia tem sido as ações sanitárias, como uso de máscaras, o distanciamento, a higienização das mãos, a esperança nas vacinas e, sem dúvida, a solidariedade de tanta gente que supera desafios e vai ao encontro dos mais fracos. 

Aqui, uma última palavra de agradecimento por estarmos vivos e a todos/as defensores/as deste direito sagrado: viver dignamente. Vacinação já!

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